Brasil terá “chuva de meteoros”; veja como assistir ao vivo

Brasil terá “chuva de meteoros”; veja como assistir ao vivo

Os madrugadores no Brasil poderão observar, na noite desta terça-feira (5) e madrugada de quarta (6), o pico da chuva de meteoros Eta Aquáridas, um dos principais eventos astronômicos do ano no Hemisfério Sul. Este fenômeno, conhecido por suas estrelas cadentes, é uma ótima oportunidade para deslumbrar-se com a beleza do cosmos.

Intensidade e Visibilidade da Chuva de Meteoros

A chuva de meteoros Eta Aquáridas deve atingir maior intensidade entre a madrugada, com melhores condições de observação antes do amanhecer em todo o território do Brasil. A previsão indica que a chuva pode produzir entre 40 e 50 meteoros por hora, em condições ideais. O fenômeno é causado por fragmentos deixados pelo cometa Halley, que entram na atmosfera da Terra em alta velocidade e formam os rastros luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.

Importância do Horário para Observação

Apesar do potencial, a visibilidade deve ser prejudicada pela presença da Lua, que está poucos dias após a fase cheia e ainda bastante brilhante. Isso reduz o contraste do céu e dificulta a observação dos meteoros mais fracos, sendo possível ver principalmente os mais luminosos. O astrônomo Marcelo Rubinho destaca que, mesmo com a boa previsão de atividade, a observação pode ser prejudicada: “a previsão é 50 meteoros por hora, que é uma boa previsão, um ótimo evento, ele é um dos melhores que vai ter agora”.

Melhores Localizações para Observação

O melhor horário para acompanhar o fenômeno é durante a madrugada, especialmente entre 2h e 4h, quando a constelação de Aquário — ponto de origem aparente dos meteoros — começa a ficar visível. Os rastros podem surgir em qualquer parte do céu. O astrônomo Emerson Perez, do Urânia Planetário, sugere: “o ideal é olhar por volta de três e meia, quatro horas da manhã, um pouquinho mais ali para o lado leste do céu, entre o leste e o norte do céu”.

A observação pode ser feita a olho nu, sem necessidade de telescópios ou binóculos. A recomendação é buscar locais com pouca poluição luminosa, com horizonte aberto e visão ampla do céu. O professor Thiago S. Gonçalves, da UFRJ, também ressalta o impacto da luminosidade lunar na observação: “infelizmente a gente está muito próximo da lua cheia, então esse é um momento ruim, embora a data seja boa, embora seja uma chuva visível de todo o Brasil”.