Líder Supremo pede reconstrução e união para fortalecer Irã

Líder Supremo pede reconstrução e união para fortalecer Irã

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, destacou a “coesão sem precedentes” do país após a primeira campanha militar letal lançada pelos Estados Unidos e Israel. Em uma declaração escrita, ele apelou por “esforços ainda maiores para preservar a unidade” da população, evidenciando a resiliência do povo iraniano em tempos de crise.

“A verdadeira essência e a força interior do povo iraniano – na fé, na esperança e na ação – foram demonstradas tanto a amigos quanto a inimigos”, afirmou Khamenei em uma mensagem publicada pela agência de notícias semioficial Fars nesta quinta-feira (28). Desde a sua ascensão ao poder em março, após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, em ataques dos EUA e de Israel, Mojtaba tem se comunicado principalmente por meios escritos.

Mojtaba Khamenei e a Resiliência Iraniana

Em sua mais recente declaração, Khamenei buscou projetar uma imagem de resiliência frente à campanha militar, exaltando a “solidariedade nacional”. Ele advertiu contra divisões políticas e enfatizou a importância dos esforços de “reconstrução” na sequência dos bombardeios, que causaram destruição em centros de saúde, escolas e patrimônios históricos.

Os ataques conjuntos não apenas prejudicaram infraestruturas, mas também instigaram uma fragmentação nas lideranças do governo iraniano, criando um vácuo de poder. Em sua declaração, Khamenei instou os legisladores a “aprofundarem e acelerarem a legislação e fiscalização, para que sejam lançadas as bases para o futuro do Irã”. Ele sublinhou que o parlamento deve ser visto como uma “trincheira na luta pelo progresso do país”.

Enquanto isso, as negociações indiretas entre Teerã e Washington para acabar com a hostilidade permanecem paralisadas, com as principais demandas das duas partes ainda sem resposta. A tensão destaca o desafio do novo líder em administrar a crise em meio a um cenário de instabilidade política e militar.

Estado de Saúde e Isolamento de Khamenei

O novo líder supremo, que foi ferido nos ataques de 28 de fevereiro à residência de seu pai, gerou muitas especulações sobre a gravidade de suas feridas, pois não aparece em público. Recentemente, o Ministério da Saúde do Irã informou que ele sofreu apenas “ferimentos superficiais” em várias partes do corpo, contestando rumores da mídia ocidental sobre a necessidade de amputação.

Autoridades iranianas reafirmam que Mojtaba Khamenei está saudável e ativamente supervisiona as negociações para um cessar-fogo, atribuindo os rumores sobre sua condição a tentativas de desestabilizar a liderança iraniana. Essa situação de isolamento é uma preocupação significativa, pois levanta questões sobre como a liderança iraniana administrará a crise enquanto enfrenta pressão interna e externa.

Como a Guerra Começou no Irã

A guerra no Irã teve início em 28 de fevereiro, quando o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao país. Ele alegou que o objetivo principal da operação era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, destacando preocupações relacionadas ao programa nuclear do Irã.

A ofensiva resultou na morte do falecido aiatolá Ali Khamenei e causou milhares de mortes e destruição significativa em museus e sítios culturais, conforme relatado por veículos de imprensa e autoridades. Em retaliação, o Irã respondeu com uma série de ataques e fechou o Estreito de Ormuz, uma via essencial para o comércio de petróleo mundial.

Antes do início das hostilidades, o governo Trump já havia realizado um grande movimento militar na região, gerando receios sobre uma escalada de violência. Ao mesmo tempo, as conversas entre os EUA e o Irã sobre um novo acordo nuclear não conseguiram evitar o conflito, com Trump alegando que Teerã havia rejeitado todas as oportunidades de renegociação.

O início da guerra coincidiu com protestos em massa contra o regime iraniano, motivados por descontentamento econômico e pelo aumento dos custos de vida, o que elevou a insatisfação popular e impactou a legitimidade do governo.

Quem é Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã