O número de acidentes com helicópteros no Brasil é uma questão preocupante. O Brasil tem uma média de 16 acidentes com helicópteros por ano, de acordo com dados do Painel SIPAER (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira). O incidente mais recente ocorreu com uma aeronave que transportava o cantor Rick e mais quatro pessoas, que teve seus destroços encontrados nesta terça-feira (22), em Santa Catarina.
Os números do painel, vinculado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), mostram que desde 2016 foram registrados ao todo 182 ocorrências acidentais com esse tipo de aeronave. Os anos de 2018 e 2024 tiveram o maior número de casos, com 21 cada.
Quando olhado o número total dos acidentes, 53 tiveram vítimas fatais, com 124 óbitos registrados desde 2016. Essa estatística destaca a gravidade da situação.
Estados com mais acidentes
São Paulo teve o maior número de ocorrências nos últimos 10 anos, totalizando 33. Minas Gerais segue com 28, o Rio de Janeiro teve 22 e o Paraná, 20. Um acidente não teve a unidade da federação registrada pelo sistema. Rondônia e Sergipe foram os estados que não registraram notificações na última década.
As cidades com mais acidentes foram Rio de Janeiro, com 15, e São Paulo, com 9. Alto Alegre (SP), Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Contagem (MG) e Pará de Minas (MG) tiveram três ocorrências cada.
Em relação ao tipo de ocorrência, desde 2016, 57 registros foram por perda de controle em voo; 25 por falha ou mau funcionamento do motor; e 21 por colisão com obstáculos durante a decolagem. Ao todo, 50 acidentes ocorreram durante a fase de cruzeiro: 40 durante o pouso, 20 na decolagem e 16 na aproximação final.
Modelos mais acidentados
O modelo Robinson R44 foi o que teve mais registros de acidentes no período, contabilizando 63. Seguido do Eurocopter AS-350, com 41. Veja os cinco modelos com mais registros:
- Robinson R44: 63
- Eurocopter AS-350: 41
- Robinson R22: 17
- Bell 206: 14
- Robinson R66: 8
Acidente em Santa Catarina
Os corpos das cinco vítimas da queda do helicóptero encontrado em Santa Catarina foram resgatados na tarde da terça-feira (22) e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) na manhã desta quarta (23).
Entre os mortos estão o cantor sertanejo Rick Sollo, da dupla com Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira. A despedida do cantor ocorrerá nesta quinta-feira (24) na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo. A assessoria do artista informou que a cerimônia será fechada à família.
Familiares de Bruno Avelar informaram que o velório do empresário deve ocorrer também na quinta-feira, em Belo Horizonte. O velório do videomaker Paulo Soares deve ocorrer nesta quarta em Jandira, interior paulista.
A operação de busca dos Bombeiros, que durou durante toda a madrugada, contou com a aeronave Arcanjo 03, que encontrou os destroços, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães de busca e resgate, mais de 10 viaturas e drones com capacidade de identificação térmica. As buscas pela aeronave e pelos desaparecidos começaram por volta das 17h da segunda-feira (21).
Veja imagens:
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A aeronave foi localizada por volta das 12h • Corpo de Bombeiro
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A aeronave foi localizada por volta das 12h • Corpo de Bombeiro
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Aeronave SC-105 da FAB localiza helicóptero • Força Aérea Brasileira (FAB)
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Helicóptero, de matrícula PP-MGR, desaparecido na serra de Santa Catarina • Força Aérea Brasileira (FAB)
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FAB localiza helicóptero de prefixo PP-MGR em Santa Catarina • Força Aérea Brasileira (FAB)
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Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) concluiu retirada dos cinco ocupantes • Corpo de Bombeiro
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CBMSC conclui a retirada das vítimas • Corpo de Bombeiro
O helicóptero, que desapareceu na tarde de segunda, teria decolado de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino a São Joaquim. O modelo é um Bell 430, fabricado em 2001 pela empresa americana Bell Helicopter. A aeronave opera no Brasil sob a matrícula PP-MGR e é certificada para “transporte”.
Em entrevista ao Bastidores CNN, Heloísa Batista, tenente-coronel do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, afirmou que o helicóptero “era muito moderno, mas não emitiu nenhum sinal”.
Segundo a tenente-coronel, a aeronave não emitiu qualquer alerta que indicasse uma possível ocorrência durante o voo. Por se tratar de um modelo moderno, havia a expectativa de que os ocupantes pudessem ter realizado um pouso forçado. Heloísa Batista ainda afirmou que o helicóptero não explodiu. “Não houve explosão, não tivemos fumaça, não tivemos fogo”, disse Batista.
O acidente segue sob investigação da FAB e da Polícia Civil de Santa Catarina.
Helicóptero de Rick: destroços de aeronave e cinco mortos são encontrados
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



