Corpo de juiz encontrado morto foi identificado por tatuagem e provas

Corpo de juiz encontrado morto foi identificado por tatuagem e provas

O misterioso caso do juiz Gustavo de Castro Campos está gerando repercussão e preocupações entre os cidadãos e autoridades. O magistrado, que atuava no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), foi encontrado sem vida dentro de um veículo em São João da Boa Vista (SP). Sua identificação foi feita de forma trágica, tendo como marcador uma tatuagem no abdômen.

Na noite de quarta-feira, 7 de outubro, as equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros responderam a um chamado e localizaram um carro em chamas na Estrada de Terra Euclides Dotta, na zona rural da cidade. Ao chegarem ao local, encontraram o corpo de Gustavo no banco do motorista, em estado de carbonização.

De acordo com os relatos policiais, a identificação do corpo do juiz foi confirmada não apenas pela tatuagem, mas também por documentos pessoais que estavam em sua carteira. Isso gera diversas indagações sobre o que realmente aconteceu e quais foram as circunstâncias que levaram a esse evento trágico.

Durante a investigação preliminar realizada pela polícia, não foram encontrados ferimentos causados por arma branca ou arma de fogo, e as vistorias ao veículo não mostraram sinais de violência direta. Curiosamente, um galão com um odor forte de gasolina foi descoberto próximo aos pedais, levantando suspeitas sobre uma possível causa intencional do incêndio.

Além disso, o boletim de ocorrência indicou que não houve roubo, já que a aliança do juiz ainda estava no dedo e sua carteira permanecia intacta no console do carro. Isso fragiliza a hipótese de um ato criminoso motivado por questões financeiras ou de assalto.

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A investigação está sob a responsabilidade da Delegacia de Investigação Geral (DIG) de São João da Boa Vista. Os investigadores já começaram a coletar provas, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança na área e o depoimento de possíveis testemunhas que possam esclarecer os eventos que levaram à morte do magistrado.

Procurada para comentar sobre o caso, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) registrou o ocorrido como um caso de morte suspeita, encontro de cadáver e localização/apreensão de veículo, no 1º Distrito Policial da cidade. Essa categorização revela o caráter delicado e complexa da situação.

Quem era Gustavo de Castro Campos

Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, era juiz titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa, reconhecido por sua seriedade e comprometimento com a Justiça. Ele começou sua trajetória na magistratura paulista em 2014, quando foi nomeado juiz substituto na 14ª Circunscrição Judiciária, em Barretos.

O magistrado também teve passagens significativas por outras comarcas, como a de Tambaú, sempre se destacando por sua integridade e profissionalismo. Natural de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, Gustavo formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, onde cultivou uma paixão pela justiça e pelo bem-estar social.

Após a notificação da tragédia, o TJSP lamentou profundamente a morte de Gustavo, ressaltando sua dedicação e as contribuições que ele ofereceu ao longo da sua carreira. Ele deixa uma filha de apenas nove anos, o que torna essa perda ainda mais impactante para a comunidade e para seus familiares na busca por respostas.

Leia nota na íntegra: 

Os integrantes do Tribunal de Justiça de São Paulo comunicam e lamentam o falecimento do juiz Gustavo de Castro Campos e se solidarizam com familiares e amigos neste momento de luto e despedida. O Tribunal registra, com gratidão, sua dedicação e contribuições prestadas ao longo da carreira. O corpo do magistrado foi encontrado na noite de ontem (7), na cidade de São João da Boa Vista. As circunstâncias do ocorrido são investigadas pelas autoridades competentes. Gustavo Campos nasceu em Mogi das Cruzes (SP), em 1981, e formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Ingressou na Magistratura paulista como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária (CJ), com sede em Barretos, no ano de 2014. Atuou também na comarca de Tambaú e era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa.