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Copom não fechou portas para novos cortes na economia brasileira

Copom não fechou portas para novos cortes na economia brasileira

Na quarta-feira, dia 16, o Banco Central anunciou uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora está em 13,75% ao ano. Essa decisão foi recebida com interesse pelos analistas de mercado, especialmente em relação às possibilidades futuras de cortes na taxa básica de juros.

Em uma entrevista concedida ao CNN Money, a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, avaliou que o comunicado do BC não desconsiderou a chance de novas reduções nas próximas reuniões. O tom do documento, que mantém a mesma linha do anterior, sugere que mais cortes estão no horizonte.

Segundo Rafaela, o Banco Central deixou claro que as decisões futuras dependem de dados econômicos. “As portas não se fecharam para novos cortes”, afirmou, reforçando que a entidade ainda não sinalizou se optará por uma pausa ou pela continuidade do afrouxamento monetário em suas próximas reuniões.

Desaceleração da atividade econômica

O comunicado do Banco Central também trouxe à tona a desaceleração da atividade econômica no Brasil, algo que Rafaela considerou uma novidade significativa. Nesta mesma data, o Banco Central divulgou um indicador de atividade referente ao mês de julho, que mostrou um resultado negativo de 0,2%.

“Estamos começando o PIB do terceiro trimestre em território negativo. Há até mesmo uma chance de um PIB negativo no trimestre,” comentou a economista. Essa combinação de dados fracos de atividade e uma inflação em desaceleração cria um cenário mais favorável para cortes na taxa de juros em novembro. A projeção do Inter indica que a Selic pode terminar o ano em 13,25%.

Incertezas na política fiscal

Quando questionada sobre possíveis riscos que poderiam comprometer esse cenário otimista, Rafaela destacou a incerteza fiscal pós-eleição como um fator de grande preocupação. “O que será anunciado após as eleições no que diz respeito à política fiscal para 2027?” Ela enfatizou que um programa credível de contenção de gastos poderia ajudar a ancorar as expectativas de inflação e criar espaço para cortes mais substanciais. Por outro lado, um anúncio de novas medidas de estímulo fiscal poderia pressionar o câmbio e a inflação, tornando necessário que o Copom interrompesse o ciclo de cortes.

Além disso, a economista também comentou sobre o impacto do ambiente externo e avaliou que a elevação dos juros nos Estados Unidos não representa um obstáculo imediato para cortes no Brasil. O Brasil ainda mantém um diferencial de juros suficientemente elevado para enfrentar essa elevação. No entanto, ela alertou sobre os possíveis efeitos inflacionários de um aumento prolongado nos preços do petróleo, que poderia afetar as commodities agrícolas e os custos de transporte, embora esse impacto tendesse a ser transitório.

Expectativas para a taxa Selic

Ao discutir a possibilidade de a Selic retornar a um dígito, Rafaela considerou essa perspectiva viável, mas dependente da restauração da confiança na política fiscal. Ela lembrou que o Brasil já teve taxas abaixo de dois dígitos antes da pandemia e que, com uma taxa neutra entre 3% e 4% e a inflação controlada, uma Selic em torno de 7% seria possível.

“Para isso, é fundamental recuperar a confiança na política fiscal, especialmente em relação à expansão desenfreada dos gastos,” concluiu a economista. Essa questão reflete a importância de um planejamento fiscal adequado e sustentável para garantir a estabilidade econômica e as condições favoráveis para cortes mais expressivos na taxa de juros.

No contexto do mercado de trabalho, com uma taxa de desemprego de 5,4%, a mínima histórica para o mês, Rafaela observou que a geração de emprego costuma ser a última variável a reagir a um processo de desaceleração econômica. Embora atualmente o emprego ainda se mostre robusto, há sinais de perda de força, como a redução da geração de vagas formais e a desaceleração do crescimento da renda real média.

“O emprego ainda está forte, mas a pressão inflacionária sobre os salários já começa a diminuir,” ela destacou, o que pode ser visto como um fator positivo para as decisões futuras do Banco Central.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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