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Ibovespa varia com julgamento de Moraes e eleições em pauta

O Ibovespa inicia a terça-feira (15) em um momento de instabilidade, respondendo a diferentes fatores como as tensões no STF (Supremo Tribunal Federal), recentes pesquisas eleitorais e os dados do varejo brasileiro. Esses eventos estão moldando as expectativas do mercado financeiro nacional.

Às 10h22 (de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresentava uma leve queda de 0,05%, alcançando 185,4 mil pontos, após ter começado o dia com uma tendência de alta. Na véspera, o Ibovespa fechou em baixa de 0,91%, atingindo 185.500,88 pontos, em grande parte devido à desvalorização da blue chip Vale, influenciada pelo recuo nos futuros do minério de ferro na China.

A cotação do dólar também foi afetada, sendo negociado em baixa em relação ao real. Os investidores aguardam com atenção os leilões cambiais programados pelo Banco Central, enquanto no mercado internacional a moeda americana se fortalece frente a diversas outras divisas. Na mesma hora, o dólar à vista registrava uma queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1428 em vendas, após ter encerrado o dia anterior com uma alta de 0,49% a R$ 5,1490.

A partir das 9h20, o Banco Central iniciou um “casadão”, que é um leilão de venda à vista de dólares no valor de US$1 bilhão, combinado com um leilão de swap cambial reverso, também de US$1 bilhão (20.000 contratos). Nesse dia, às 11h30, ocorrerá um leilão regular de rolagem, que oferecerá 50.000 contratos de swap cambial tradicional para o dia 1º de outubro.

Expectativas Políticas e Seus Impactos no Mercado

O dia é marcado pela atenção voltada para o julgamento da petição relacionada às mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Na véspera, os ministros do STF Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes receberam cópia dos dados extraídos do celular de Vorcaro, conforme informou a Polícia Federal.

Além disso, o STF terá que analisar uma petição referente ao comportamento do ministro André Mendonça na relatoria do caso Master. Moraes alegou que Mendonça teria direcionado investigações contra ele, referindo-se a indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

O dia ainda conta com a divulgação de uma nova pesquisa CNT/MDA sobre o cenário eleitoral, que pode impactar as direções do mercado. As expectativas também se voltam para o Federal Reserve, onde os investidores antecipam uma alta de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na quarta-feira, sinalizando um possível aperto monetário futuro. O Banco Central brasileiro também se prepara para anunciar sua decisão de política monetária na mesma data.

Flutuações no Setor de Commodities

Internacionalmente, as preocupações com o preço do petróleo acima de US$ 100 continuam a ser uma fonte de ansiedade, abrindo possibilidades para um aprofundamento da crise de energia. Os futuros do Brent estavam cotados acima de US$ 105 por barril, após os houthis no Iémen, aliados ao Irã, realizarem ataques à Arábia Saudita e reforçarem suas posições na costa do país, próximo ao Mar Vermelho.

A volatilidade do petróleo está tendo um efeito direto sobre ações relevantes no Ibovespa, como a Petrobras, que vem apresentando uma leve alta na bolsa. Por outro lado, a mineradora Vale também subiu um pouco, apesar da queda de 0,56% nos preços do minério de ferro na China, finalizando a sessão cotada a 707,5 iuanes (US$105,40) por tonelada.

Outro destaque é o Itaú Unibanco, que está na faixa da estabilidade após a instituição anunciar a consolidação de suas operações europeias de banco corporativo e de investimento em Luxemburgo. Segundo o banco, a reorganização visa facilitar a continuidade do crescimento na região e solidificar sua posição como parceiro bancário preferencial para empresas europeias e investidores envolvidos em operações ligadas à América Latina, além de melhorar a eficiência e governança.

Desempenho das Varejistas Brasileiras

O desempenho das vendas no varejo brasileiro tem influenciado o comportamento das ações das varejistas no Ibovespa, que não apresentam uma direção clara nesta manhã. Os dados do varejo mostraram um recuo de 0,8% em julho em comparação ao mês anterior, enquanto avançaram 1,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme informado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (5).

Essas flutuações nas vendas refletem o ambiente desafiador que o varejo enfrenta e podem afetar o fluxo de investidores nas ações desse setor. A expectativa sobre o futuro econômico segue incerta, com investidores avaliando os cenários político e econômico tanto no Brasil quanto no exterior.

*Com informações da Reuters

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