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Plano Safra da Agricultura Familiar: R$ 44 bilhões para o campo

Plano Safra da Agricultura Familiar: R$ 44 bilhões para o campo

No cenário atual da agricultura familiar, o Plano Safra 2026/27 anuncia investimentos significativos. A proposta inclui um total de R$ 97,3 bilhões, dos quais R$ 44,4 bilhões são recursos equalizados. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli, explicou em coletiva de imprensa que esses recursos são provenientes do Tesouro Nacional, além de fundos constitucionais e depósitos à vista.

Esse plano visa proporcionar um suporte robusto à agricultura familiar, reunindo crédito rural, seguro agrícola, compras públicas e ações de assistência técnica e extensão rural. A maior parte da verba, aproximadamente R$ 85,2 bilhões, será destinada ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é a linha de financiamento mais importante para o setor.

Comparado ao plano anterior, o investimento apresentado representa um crescimento de quase 9%. Dentro dessa quantia, cerca de R$ 30 bilhões serão usados para custear a produção, enquanto aproximadamente R$ 45 bilhões serão aplicados em investimentos, o que demonstra um empenho significativo do governo em fortalecer a base produtiva da agricultura familiar.

Durante a coletiva, Machiavelli ressaltou que o desenho do plano respeita os limites orçamentários e não houve solicitação de suplementação. O esforço fiscal do governo está concentrado principalmente na agricultura familiar e no Pronaf, com uma parte desse valor sendo taxa livre, implicando que não exige esforço extra por parte do governo federal.

Redução das Taxas de Juros

Uma das principais mudanças para o próximo ciclo é a redução das taxas de juros. A ministra afirmou que essa diminuição foi possível devido à melhoria da taxa Selic em comparação ao ano passado, permitindo a redução sem a necessidade de esforços fiscais adicionais.

Essas alterações nas taxas de juros podem facilitar o acesso ao crédito, tornando o investimento na agricultura familiar mais viável e atrativo, tanto para novos produtores quanto para os já estabelecidos.

Abordagem em Relação à Inadimplência

O governo também se debruçou sobre o problema do endividamento no setor. Com a ampliação dos limites de crédito e um foco na renegociação de dívidas, cerca de 530 mil produtores que estavam inadimplentes foram reintegrados ao sistema de crédito após regularização. Dessa totalidade, aproximadamente 70% das dívidas eram inferiores a R$ 10 mil, demonstrando que a maioria dos problemas financeiros enfrentados pelos produtores é de pequena escala.

Essas iniciativas fazem parte do programa Desenrola Rural, que começou em 2025 e continuará até dezembro de 2026, com o intuito de facilitar a renegociação de débitos para agricultores familiares que enfrentam dificuldades financeiras.

Manutenção dos Índices de Adimplência

A ministra Machiavelli destacou que os índices de inadimplência continuam abaixo de 2% na agricultura familiar. Essa situação é um reflexo da boa gestão e do compromisso dos produtores nas suas obrigações financeiras. O histórico de pagamento é um fator essencial para facilitar o acesso ao crédito rural, incentivando a regularização e a boa administração das finanças.

Esse alinhamento entre o governo e os produtores é vital para garantir a solidez do setor agrícola, permitindo que os agricultores possam crescer e se desenvolver com segurança. Com as medidas anunciadas no plano, espera-se não só a revitalização do setor familiar, mas também um fortalecimento da economia local e nacional.

Através de uma abordagem focada e com investimentos substanciais, a experiência dos produtores rurais poderá ser aperfeiçoada, gerando vantagens competitivas e um futuro mais promissor para a agricultura familiar no Brasil.

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