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Ibovespa avança com acordo EUA-Irã e impacto na inflação

Ibovespa avança com acordo EUA-Irã e impacto na inflação

O Ibovespa opera em leve alta nesta sexta-feira (12), seguindo o caminho da primeira alta semanal desde o início de abril, com investidores atentos ao noticiário geopolítico e analisando dados de inflação no Brasil. A situação do mercado financeiro se torna especialmente interessante à medida que as tensões globais afetam as decisões dos investidores.

Ações da Petrobras Sob Pressão

As ações da Petrobras estão entre as maiores pressões negativas do índice, acompanhando a queda do petróleo no exterior. Por volta das 12h20, o Ibovespa subia 0,23%, atingindo os 171 mil pontos. No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,47%, cotado a R$ 5,07 na venda.

Após começar o pregão com sinal negativo, o Ibovespa recuperou-se e chegou à máxima de 172.544,54 pontos, mas perdeu o fôlego após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã. O impacto das declarações de Trump evidencia a fragilidade do clima econômico global e a maneira como isso pode afetar o mercado local.

Impactos do Noticiário Geopolítico

De acordo com Trump, comentários vazados do Irã sobre um acordo com os EUA não representam o que foi acordado. “O que eles disseram, incluindo sua declaração fraca e patética sobre um possível acordo, não tem nenhuma relação com a verdade. Pessoas muito desonrosas para se negociar”, escreveu o republicano em sua plataforma Truth Social.

Na quinta-feira (11), Trump afirmou que estava cancelando novos ataques ao Irã porque um acordo havia sido alcançado, enquanto Teerã declarou não ter tomado uma decisão definitiva sobre o pacto. Os termos do acordo, conforme descritos por autoridades iranianas, parecem oferecer a Teerã grande parte do que o país exigiu, enquanto Trump aparentemente conseguiu pouco do que buscava.

Além disso, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, destacou que se nenhum acordo for alcançado, as Forças Armadas dos EUA restabelecerão o fluxo no Estreito de Ormuz, o que poderia criar mais instabilidade nos mercados financeiros. Nesse contexto, os preços do petróleo atingiram o menor valor em quase dois meses, o que gera preocupação entre os investidores.

Análise dos Dados de Inflação

Os investidores da bolsa paulista também analisavam nesta sessão dados de inflação no país. De acordo com o IBGE, o IPCA teve alta de 0,58% em maio, após uma subida de 0,67% em abril. Uma pesquisa realizada pela Reuters apontava um avanço mais moderado de 0,53%.

Em 12 meses, o índice avançou para 4,72% em maio, em comparação com 4,39% em abril, superando a expectativa de 4,66%. Essa elevação da inflação em 12 meses fez com que ela voltasse a superar o teto da meta pela primeira vez desde outubro de 2025. A meta contínua de inflação é de 3,0%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O cenário inflacionário é motivo de preocupação para o Banco Central, que deve encerrar o ciclo de corte de juros na reunião da semana que vem. O economista Leonardo Costa, do ASA, observa que “além da preocupação com a inflação corrente, o cenário externo mais complexo e expectativas de inflação em alta trazem um desafio adicional ao Comitê de Política Monetária”.

Com todos esses fatores em mente, a pressão sobre o fluxo financeiro e as decisões dos investidores se intensificam. O Ibovespa reflete a turbulência do cenário global, marcado por tensões geopolíticas e desafios econômicos internos.

*Com informações da Reuters

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