ISA Energia tem queda no lucro do 4º tri e analisa leilões de forma rigorosa.

ISA Energia tem queda no lucro do 4º tri e analisa leilões de forma rigorosa.

A transmissora ISA Energia apresentou um desfecho financeiro no quarto semestre que reflete desafios e oportunidades. Com o lucro líquido de R$482,7 milhões, houve uma redução de 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado no balanço financeiro.

Desempenho Operacional

O Ebitda, que mede o resultado operacional, atingiu R$ 854 milhões no trimestre, representando um crescimento de 7,5% comparado ao ano anterior. Mesmo com a queda do lucro líquido no ano de 2025, a empresa cumulou um total de R$ 1,62 bilhão, uma diminuição de 21,7% em relação a 2024. O Ebitda totalizou R$ 3,45 bilhões, com uma leve retração de 2,4%.

Fatores Impactantes

De acordo com os executivos da ISA Energia, os números anuais foram influenciados pelo aumento do custo da dívida, que subiu para suportar investimentos de grande porte em expansão de linhas e subestações. Além disso, houve impacto da redução no fluxo financeiro referente à RBSE (Rede Básica Sistema Existente). Complicações adicionais no resultado trimestral também foram causadas pela declaração de juros sobre capital próprio em momentos diferentes entre 2024 e 2025.

Investimentos e Projeções Futuras

O CEO, Rui Chammas, destacou que os investimentos da empresa atingiram um recorde de R$ 5,1 bilhões em 2025, crescendo mais de 40% em comparação a 2024. Este aumento se deve ao progresso de projetos que foram conquistados em leilões nos últimos anos, além das melhorias realizadas em ativos existentes. No entanto, foi apontado que os aportes deste ciclo já estão no pico e devem ser reduzidos em 2026.

A ISA Energia mantém o compromisso com a entrega dos projetos em sua carteira, enquanto avaliam oportunidades futuras nos leilões de transmissão e de capacidade em baterias. O índice de alavancagem ficará próximo a 4 vezes a dívida líquida sobre Ebitda em 2026 e 2027, com uma expectativa de redução mais significativa a partir de 2028, quando diversos projetos começarão a gerar receita. A diretora financeira, Silvia Wada, ressaltou que fatores como o fluxo de caixa serão cruciais para decisões sobre participação em novos certames de transmissão.