Demanda Crescente por DDGS
A crescente demanda global por proteína alternativa para nutrição animal tem impulsionado uma nova onda de investimentos na indústria de etanol de milho no Brasil. Com a produção de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), empresas do agronegócio têm avançado para ampliar sua capacidade produtiva, focando em inovações e rigor técnico.
Investimentos em Qualidade e Capacidade
A Inpasa, com uma produção anual estimada em 3,3 milhões de toneladas, tem investido fortemente em controle de qualidade e infraestrutura. Recentemente, foram alocados R$ 4 milhões para a implantação de um laboratório em Sidrolândia (MS), que se concentrará em controle de qualidade e certificação do DDGS. Com a certificação ISO IEC 17025, atestando a capacidade técnica e confiabilidade dos processos, o laboratório promete análises muito mais rápidas do que o padrão de mercado.
Expansão e Exportação do Produto
A usina São Martinho, localizada em Quirinópolis (GO), também está ampliando sua produção de DDGS para atender a demanda global. A eficiência logística e a qualidade do coproduto do milho são fatores que impulsionam esse crescimento. Além disso, no primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 255,5 mil toneladas de DDG/DDGS, destacando-se como um fornecedor importante para países como China e Turquia.
Com a abertura do mercado chinês, a Inpasa já comercializou 250 mil toneladas, demonstrando sua capacidade de competir em um mercado global exigente. Essa nova janela de exportação não apenas aumenta a visibilidade do produto brasileiro, mas também diversifica os destinos, reduzindo a pressão de oferta no mercado interno e contribuindo para o fortalecimento da nutrição animal no cenário internacional.
