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Suspeita de matar casal de idosos em apartamento é presa em MG

Suspeita de matar casal de idosos em apartamento é presa em MG

Uma mulher de 30 anos, suspeita de assassinar um casal de idosos em seu apartamento, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2), em Itabira, Minas Gerais. O casal foi encontrado morto na última terça-feira (30), no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala. O filho do casal, Felipe, os encontrou sem vida após não conseguir entrar em contato por mais de 24 horas.

A suspeita, identificada como Paola, trabalhava na residência do casal. Ela foi registrada por câmeras de segurança entrando no prédio no dia do crime às 07h30 e saindo por volta das 15h30.

Na imagem capturada enquanto saía do prédio, ela havia mudado de roupa e carregava sua bolsa original, além de duas novas sacolas grandes, que não estavam com ela de manhã. Felipe reconheceu uma das sacolas como pertencente a sua mãe.

Ainda não está confirmado se a mulher agiu sozinha no crime. Ela foi vista entrando em um carro após deixar o prédio, que poderia ser um veículo guiado por um segundo envolvido ou apenas um carro de aplicativo.

A prisão da suspeita

De acordo com a Polícia Civil, a mulher não resistiu à prisão e afirmou estar arrependida, alegando que esperava ser encontrada pelas autoridades e, caso não fosse localizada, se apresentaria em uma delegacia.

Ao ser questionada sobre a motivação do crime, Paola disse ter passado por um “surto psicótico” e que ouviu vozes que a instruíram a cometer a atrocidade, afirmando que destruiu sua vida e a de outras pessoas. Ela acrescentou que, após roubar o casal, “não estava satisfeita” e teve que matá-los.

A polícia havia localizado o endereço da suspeita em Ribeirão das Neves. No local, uma mulher se identificou como tia de Paola.

Segundo a tia, Paola foi indicada por um primo de Maria Clotilde para trabalhar na casa do casal. Ela contou que a sobrinha chegou em casa na segunda-feira por volta das 19h, acompanhada de seu filho, e portava uma mochila preta que alegou ter ganho.

Após isso, recolheu seus pertences e os do filho, afirmando à tia que viajaria para o Espírito Santo ou se hospedaria em um hotel, desaparecendo logo depois.

Latrocínio e endividamento

Segundo a Polícia Civil, a linha principal da investigação é a de latrocínio (roubo seguido de morte), mas nenhuma hipótese foi descartada. A suspeita se baseia nos indícios encontrados durante as primeiras diligências no apartamento do casal.

No local, foi encontrada uma gaveta de semijoias arrombada, e os celulares das vítimas, um iPhone 16 Pro Max e um iPhone 15 Pro Max, não foram localizados.

Boa parte dos itens roubados, conforme a polícia, já foi recuperada, como relógios de uma coleção mantida por Cláudio e outras joias.

Paola confessou que havia se endividado com jogos de azar na internet, o que a levou a fazer um empréstimo de aproximadamente R$40 mil com agiotas da região onde reside.

Entenda a morte do casal

Felipe tentava contatar os pais desde segunda-feira (29), por volta das 10h da manhã, e, com a falta de resposta, decidiu ir até o apartamento, onde os encontrou mortos e acionou a PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais).

Segundo a PM, o corpo de Cláudio foi encontrado em seu quarto, sobre a cama, enquanto Maria Clotilde foi encontrada sem vida na sala, caída em frente ao sofá.

Após a perícia técnica, a avaliação indicou que as mortes ocorreram na tarde do dia 29 de junho. Ambos apresentavam ferimentos de faca e sinais de defesa.

Cláudio, advogado e sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados, recebeu pelo menos 40 facadas nas costas, abdomen e pescoço, enquanto sua esposa sofreu pelo menos 15 facadas na garganta, queixo, tórax, pescoço e pélvis.

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) enviou equipe de perícia ao local do crime para coletar vestígios e informações que auxiliarão na investigação.

Os corpos foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) para exames e liberados aos familiares depois.

A Polícia Civil continua as investigações, e nenhuma linha foi descartada.

A OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais) manifestou profundo pesar pelo ocorrido e prestou solidariedade aos familiares de Cláudio.

O presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun, determinou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação no processo criminal, garantindo que os responsáveis sejam levados à Justiça.

“A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG) manifesta profundo pesar pelo falecimento do advogado Cláudio Atala, vítima de um trágico episódio que causa consternação à advocacia e à sociedade.”

“O assassinato de um advogado é um atentado não apenas contra a vida, mas contra o livre exercício da advocacia e o Estado Democrático de Direito. A OAB-MG acompanhará este caso com rigor, cobrando a completa elucidação dos fatos e a punição exemplar dos responsáveis.”

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