Ex-jogadores pedem mudança na Fifa e criticam gestão atual

Ex-jogadores pedem mudança na Fifa e criticam gestão atual

Um grupo de ex-jogadores de seleções, incluindo campeões mundiais e integrantes do grupo de lendas da Fifa, pediu nesta segunda-feira (24) mudanças imediatas no comando do futebol mundial e criticou a gestão do presidente Gianni Infantino. As vozes desse grupo refletem uma crescente preocupação entre torcedores e atletas sobre o futuro da modalidade.

No comunicado, os ex-atletas afirmaram que a atual liderança da entidade foi “cega pelo poder” e perdeu de vista os interesses do futebol, em meio à crescente pressão pela saída do dirigente suíço. O clamor por mudanças não é recente, mas ganha força com o aumento das críticas à administração da Fifa.

Infantino enfrenta forte oposição após abandonar uma proposta para criar uma estrutura comercial destinada aos direitos de competições da Fifa. Com a venda de 20% da participação a investidores privados, as reações foram adversas, levando a críticas de três confederações — Uefa, AFC e Concacaf. Apesar disso, o presidente não parece disposto a deixar o cargo.

“Compartilhamos exatamente as mesmas preocupações de milhões de torcedores ao redor do mundo”, disse o grupo, que conta com nomes notáveis como Emmanuel Petit, Bixente Lizarazu e Robert Pires, todos campeões da Copa do Mundo de 1998 com a França. Também se unem a essa reivindicação a ex-campeã mundial americana Briana Scurry e a inglesa Lucy Bronze, que lutam por um futebol mais justo e transparente.

Os ex-jogadores expressaram sua indignação, afirmando: “Assim como os torcedores, vimos o esporte que amamos se afastar de seus valores fundamentais sob a atual liderança da Fifa. É necessária uma mudança. O poder cegou a atual liderança, que não consegue distinguir seus próprios interesses do que é melhor para o futebol.”

O grupo também inclui o peruano Claudio Pizarro, o argentino Juan Sebastián Verón, o ex-capitão de Togo Emmanuel Adebayor, além de lendas da Fifa como Didier Drogba e David James. Todos eles têm um compromisso compartilhado com a evolução do futebol em todo o mundo.

Demandas por uma nova gestão no futebol

As lendas da Fifa benefícios não apenas pela prática do esporte, mas também por sua capacidade de influenciar a mudança. Eles sublinham a necessidade de reestruturação fundamental na maneira como o futebol é administrado e clamam por uma participação maior de atletas e torcedores nas decisões da modalidade. É um momento crítico em que as vozes dos jogadores e fãs precisam ser ouvidas de maneira mais efetiva.

“Convocamos todas as partes interessadas a dar um passo à frente e ajudar a reconstruir o futuro do nosso esporte. Há pessoas boas dentro da Fifa que desejam recuperar a confiança, mas uma nova era exige uma mudança estrutural: uma voz real e direta para jogadores e torcedores na administração do futebol”, enfatizou o grupo em sua declaração.

É evidente que a insatisfação se concentra na falta de transparência e na desconexão entre a gestão e a base do futebol. Infantino, que está no comando da Fifa desde 2016, buscam reeleição no próximo ano, porém, a pressão cresce. As principais forças regionais do futebol discutem a possibilidade de apresentar uma moção de desconfiança contra o suíço antes das eleições, o que pode ser um indicativo claro do desejo de mudança.

O papel dos torcedores e jogadores

“Quem entra em campo e quem ocupa as arquibancadas merece uma voz verdadeira para ajudar a reconstruir o futuro do futebol. Pelos torcedores, pelos jogadores e pelo bem do esporte, não ficaremos mais em silêncio”, concluíram os ex-jogadores em seu comunicado. Essa mensagem ressoa especialmente em tempos em que as decisões tomadas no alto escalão da Fifa parecem ignorar as realidades do jogo e das comunidades que o cercam.

O papel dos torcedores e jogadores é mais crucial do que nunca. As lendas do futebol estão fazendo ecoar uma demanda essencial: a de que o futebol deve ser gerido de forma mais inclusiva e democrática. A atual administração deve ter em mente que a paixão pelos esportes se origina das arquibancadas e daqueles que atuam em campo, e que é para eles que as decisões devem voltar a ser direcionadas.

À medida que o debate continua, fica claro que a insatisfação é generalizada e a urgência por mudanças deve ser levada a sério. Em um mundo onde o futebol inicia um novo capítulo, a luta por valores, transparência e inclusão será o verdadeiro desafio para o futuro da Fifa e do esporte como um todo.

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