Ajuste de tarifas dos EUA segue pesando sobre exportações brasileiras

Ajuste de tarifas dos EUA segue pesando sobre exportações brasileiras

A recente alteração das tarifas de importação de aço, alumínio e cobre pelo governo dos Estados Unidos trouxe repercussões significativas para o setor industrial. A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) considera essa mudança como uma oportunidade de simplificação, apesar dos impactos negativos nas vendas externas do setor.

Redução da Burocracia Tarifária

Uma das principais vantagens apontadas pela Abimaq é a eliminação da antiga burocracia relacionada ao cálculo do peso do metal em relação ao custo das máquinas. Com a mudança, as empresas não precisarão mais fazer esse cálculo complicado. Entretanto, as novas alíquotas, que passam de 10% a 25%, podem afetar a competitividade.

Detalhes das Novas Tarifas

O governo norte-americano anunciou mudanças que incluem a eliminação da tarifa anterior de 50% sobre produtos acabados compostos por aço e outros metais, desde que o conteúdo metálico seja inferior a 15% em peso. Para os produtos que contêm mais de 15%, a tarifa será fixada em 25% sobre o valor total da importação, o que representa um desafio para muitos setores, incluindo eletrodomésticos e máquinas industriais.

Impactos nas Exportações

José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, expressou preocupações sobre como as novas regras influenciarão o volume de exportações brasileiras. Segundo ele, os dados mostram que as exportações de máquinas e equipamentos para os EUA já apresentavam uma queda de 9,1% em 2025, consequência das tarifas impostas anteriormente. Além disso, a participação dos EUA nas exportações totais de máquinas do Brasil diminuiu, passando de 27% em 2024 para 23% no ano seguinte.

Em suma, as mudanças nas tarifas representam tanto um alívio em relação à burocracia do passado quanto um novo desafio para a competitividade das exportações de máquinas e equipamentos brasileiros.