Em fevereiro e março de 2026, o custo dos alimentos essenciais apresentou aumento em todas as 27 capitais analisadas, conforme divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
As capitais que mais sofreram altas mensais incluíram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%) e Recife (6,97%). Notou-se também a elevação em Maceió (6,76%) e Belo Horizonte (6,44%). Essas cidades foram as que lideraram em aumento de preços, refletindo dificuldades no abastecimento e outros fatores regionais.
Valores da Cesta Básica nas Capitais
No período em questão, São Paulo registrou o maior custo da cesta básica, com média de R$ 883,94. Em seguida, Rio de Janeiro (R$ 867,97) e Cuiabá (R$ 838,40) mostraram preços elevados, enquanto Aracaju teve o menor custo da cesta, a R$ 598,45. Porto Velho e São Luís também apresentaram preços acessíveis, destacando o impacto das condições locais na composição da cesta de alimentos.
Comparação Anual e Fatores de Alta
Ao comparar março de 2025 com março de 2026, 13 cidades registraram aumento, com destaque para Aracaju (5,09%) e Salvador (4,51%). Brasília e Florianópolis foram as exceções com queda de preços. As variações de preço refletiram a redução na oferta de produtos devido a peculiaridades climáticas e dificuldades em colheitas.
Variações nos Itens Alimentares
O aumento nos preços não foi homogêneo, e itens específicos observaram altas. A batata teve incrementos significativos, variando de 5,54% a 22,24% em diferentes capitais, enquanto o feijão também registrou aumentos, principalmente em Belém com 21,48%. As chuvas e a limitação da oferta impactaram diretamente esses produtos. Já o leite integral teve variações de preço, e a carne bovina apresentou alta na maioria das capitais, reflexo de uma demanda crescente. Por outro lado, o açúcar mostrou quedas significativas em diversas localidades, mostrando que a dinâmica do mercado é complexa e cheia de variáveis.
