A recente venda da Serra Verde para a USA Rare Earth pode ser o marco inicial para uma nova fase de aquisições no setor de terras raras. Esse movimento, conforme apontado pelo BTG Pactual, sinaliza a crescente relevância de ativos fora da China, além de abrir um novo leque de oportunidades para outras empresas do mesmo segmento.
Impacto da Serra Verde no Mercado de Terras Raras
No relatório do banco, a venda da Serra Verde é destacada como um passo crucial para a narrativa ocidental acerca das terras raras. Com a mina já em operação, a Serra Verde se destaca entre outros projetos que ainda estão a caminho de iniciar a produção, que deve ocorrer após 2028. Isso torna a Serra Verde um alvo atrativo, especialmente à medida que o Brasil se consolida como uma alternativa viável na cadeia produtiva de terras raras nos próximos anos.
Nova Onda de Aquisições
O BTG observa que essa transação pode indicar o início de um ciclo de fusões e aquisições no setor. Projetos que estão se desenvolvendo, mas ainda não estão totalmente operacionais, podem se tornar cada vez mais atraentes para potenciais compradores à medida que progridem em direção à produção. Com o mercado cada vez mais atento ao valor estratégico dos projetos fora da China, a expectativa é de que um novo padrão de valorização se estabeleça.
Preferência por Terras Raras Pesadas
Além disso, o relatório enfatiza o crescente interesse do mercado por ativos que têm focado em terras raras pesadas, como disprósio e térbio, substâncias consideradas essenciais para a fabricação de ímãs permanentes. Empresas como Aclara, Viridis e Meteoric, que possuem depósitos significativos desses minerais, estão sendo observadas com mais atenção e podem se beneficiar da nova dinâmica do setor.
A venda da Serra Verde por aproximadamente US$ 2,8 bilhões, que inclui US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de novas ações, surpreendeu o setor. O valor almejado superou as expectativas iniciais, o que reforçou a ideia de que ativos estratégicos fora da China estão alcançando uma nova valorização, essencial para a produção global de materiais utilizados em ímãs permanentes.


